domingo

tu apareceste, o meu coração dá sinais de fraqueza, tenta alertar-me com a pouca vida que lhe resta, o perigo que estou a correr ao pé de ti, mas o meu cérebro sabe que por mais que seja insignificante aos teus olhos, estarei sempre segura enquanto te encontrares presente. mas não é desse perigo que este pobre coitado me tenta alertar, ele tenta a todo o custo "gritar" até se fazer ouvir, que ao estares tão perto é 100% fatal para mim, e que apesar da distância ser tão curta, continuas fora do meu alcance. em cada altura que pressentia que tu podias aparecer, pedia a mim própria para não cair, não me voltar a magoar, dar a minha melhor imagem e omitir-te o quanto me consegues afectar apenas com uma palavra. o meu coração não merece isto de novo, ele não precisa que lhe voltes a espetar centenas e centenas de agulhas com uma espessura tão fina, que atravessa mais do que aquilo que devia, porque sempre eu relembro nem que seja uma mínima coisa, é como se isto realmente acontecesse, acontece tanta vez, que sinceramente acho que me tornei imune a qualquer tipo de dor, menos àquela que parece nunca mais passar.. aquela que cá ficou da vez que te arrancaram de mim.

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