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| numa noite, mostraste-me algo parecido, não te esqueças |
como é possível que a tua presença me afecte tanto? no meio de tantas pessoas, os meus olhos só te procuravam a ti, o meu nariz só sentia o teu cheiro. em meros segundos, vi mil e uma imagens, senti as piores dores que podia sentir, senti-me a morrer quando pela primeira vez te vi a olhar para outra pessoa que não eu, como antes essa pessoa era eu. ver a tua mão unida com a dela, fez-me tonturas, senti tremores por todo o corpo, só queria pensar que estava a ter um pesadelo. tenho tatuadas no corpo, todas as nossas memórias, todas as nossas lembranças feitas com amor, carinho, ternura, e ontem, senti todas essas tatuagens, serem feitas de novo, mas desta vez com dor, uma dor bem forte, sem qualquer amor da tua parte, feitas com agulhas. como é que de uma entrega total, a única coisa que me ofereces é desprezo, me tratas como uma desconhecida, como se nada do que se passou tivesse alguma vez existido. perdi o fôlego, perdi a voz, a alma, as forças, e a melhor opção foi sair dali, pois tu mesmo sem saberes apoderaste-te de mim, totalmente. depois de tantas tentativas, lá consegui adormecer, mas não sem antes me lembrar de tudo, desde o início. cada frase que me disseste, cada gargalhada que me fizeste dar genuinamente, cada batimento do coração que senti teu, cada passo, cada toque, tudo. não parei de pensar no quão parva fui, por te ter aberto o portão, e por fim não consegui conter as lágrimas, caíam desalmadamente, muito rápido, e em cada uma eu via o teu rosto, ia buscar à memória todas as coisas maravilhosas que fizeste por mim, e que por minha culpa, já não fazes. ao meteres a mão sob o meu peito, percebias perfeitamente todo o desespero que estou a sentir, como já dissera uma vez "porque sem ti, o meu mundo desabou". e tenho umas quantas dúvidas, algumas perguntas para te fazer mas que me falta a coragem, aliás, não sei se é a falta de coragem ou o medo que fala mais alto, mas de qualquer das maneiras, isso não vai mudar nada, eu sei disso. diz-me, já não sentes nada por mim, a minha presença não altera nem um pouco o teu estado normal? já apagaste do teu coração, da tua memória tudo o que passámos? faz-me uma última vontade, dá-me as respostas que procuro. mas não te esqueças de uma coisa, apesar de tudo, de eu ter sido burra, o meu coração pertence-te como antes, e continuas dentro de mim, e tão marcado, que tão cedo não sais. apesar de as minhas palavras não serem sábias, o meu amor, está concentrado em ti, e mais não posso dizer.. arsa

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