está a ser difícil, mais do que aquilo que eu esperava. não consigo superar o facto de a tua mão se ter separado da minha, de termos seguido caminhos diferentes, de as nossas linhas se terem separado, de ficar a lutar sozinha por uma causa perdida. custa, mais do que aquilo que pensas. o meu mundo desabou, eras tu, eras a coluna que o suportava, que fazia com que eu aguentasse tudo, tudo o que está a acontecer ou que está para vir. agora sem ti presente, só resta restos, uns meros destroços e lá para o meio, está o meu coração, desfeito, pelo impacto que a tua saída da minha vida, teve em mim. quando estavas comigo, era tudo colorido, sabia todas as cores, de trás para a frente, de frente para trás. mas agora, a única cor que sei, a única que vejo, é o cinzento. já nada tem brilho, já nada me faz sorrir, nada se compara a ti, porque eras tu que me fazias sorrir que nem uma tola, e já não tenho motivos para continuar com esse sorriso. decidiste deixar-me para trás, saltar de capítulo, aliás, uns quantos capítulos, com várias páginas pelo meio, para que não conseguisse chegar a ti, para puderes sentir-te bem contigo e com outra pessoa. talvez esteja na altura de colocar este livro na estante, mas é difícil arranjar forças, vontade para o colocar lá, a ganhar pó. é um livro que ninguém pode ler, que só eu e tu sabemos o código para o abrir, é uma história inacabada, e só consigo pensar se tu um dia voltarás para a terminarmos, para metermos um ponto final, porque na folha estão reticências, mas em mim está um enorme ponto de interrogação

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