às vezes paro para reflectir sobre o que tem acontecido, ou no que não acontece mas que no meu interior a vontade para que aconteçam é enorme. gostava de saber para onde foi a alegria que antes sentia, desapareceu por completo. isso faz-me pensar que talvez não fosse verdadeira e as minhas pequenas forças que aos meus olhos eram enormes, esgotaram-se. deixei cair a máscara, eu própria comecei a perceber que queria ser feliz à força, que por vezes não somos nós que mandamos e quando isso não acontece é fácil. a ideia que tinha das coisas era completamente errada, acho que queria endireitar o que nunca poderá ser direito, queria dar cor aquilo que insiste em ser escuro, queria sorrir quando o meu interior me dizia que precisava de chorar. queria ver a luz do dia e no entanto era nas profundezas do meu quarto onde me sentia melhor. sentia-me a recuar todos os passos que já tinha conseguido dar. gostava de saber a causa por me ter tornado assim. consigo arranjar várias razões, mas descrever cada uma torna-se tão doloroso que prefiro nem tentar pensar nelas. notei uma certa diferença em mim, uma mudança até. talvez tenha sido para pior, talvez não, não chego a perceber. todos os erros, todos os desgostos, todas as incertezas devem ter servido para alguma coisa, é capaz de ter sido de um modo, uma aprendizagem, saber distinguir o que é bom e o que é mau. só que por pensar que as coisas podem sempre serem diferentes acabo por cometer as mesmas loucuras, parece que a aprendizagem não serve de nada, é preciso bater com a cabeça várias vezes na parede até abrir os olhos. será que isso nunca vai mudar? espero sinceramente que sim.

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