a vontade de escrever aumenta, mas infelizmente as palavras começam a ser escassas, até repetitivas, só que, é apenas com elas que me consigo expressar. a ti, disse as minhas mais sinceras palavras, revelei-te toda a verdade, mostrei-te quem sou, aliás, era na verdade. tudo isto me fez reflectir em todos os sucedidos até agora, aprendi que quanto maior é o número de escolhas que temos, acabamos sempre por escolher a errada e, quando tentamos dar a volta é tarde demais para remediar todos os erros, é a vida. quanto mais nos entregamos a alguém, maior é o vazio que fica dentro de nós quando a dura realidade assenta e nos confronta. torturei-me a mim própria porque imaginei o nosso futuro e, por minha culpa, não passamos do passado, algo que já passou, não por minha vontade mas sim pela tua, e eu só tenho que respeitá-la. cada música que toca no meu telemóvel, me faz lembrar de ti, cada uma conta a sua história, que ao contrário da nossa, têm um final feliz, têm a força de puxar o meu choro, por mais que eu o tente conter. tu tens a força do mar, tu elevas-me a uma altitude incrível, como se estivesse no céu, sentia-me intocável. resolveste guardar a força apenas para ti. se algum dia, sentires a vontade de me procurar, encontrar-me-ei exactamente no mesmo sítio onde me deixaste. eu fiquei presa ao presente, mas ainda agarrada ao passado por cada vez que me lembro de ti e dos nossos momentos, enquanto tu, seguiste o teu caminho, foste para o futuro.. sem mim. se eu queria voltar atrás? sim, sem dúvida alguma, o meu caminho teria sido bastante diferente, não teria errado para contigo e, possivelmente até estavas comigo, não te tinhas ido embora. sim, é verdade que é com os erros que se aprende, mas a parte difícil é conseguir suportar toda a dor sem revelar o mínimo sintoma do sofrimento que se instalou em mim de malas a bagagens, pronto para ficar e não me abandonar, ao contrário do que tu fizeste. parecemos a matemática, somos directamente proporcionais, quanto mais a distância entre nós aumenta, mais eu sofro. por mais que eu queira seguir as tuas pegadas, não posso, deixaste-me acorrentada à tristeza e seguiste rumo com a chave. neste momento, só me resta permanecer aqui (que remédio) e esperar que te arrependas e percebas que escolheste o caminho errado e voltes para me libertar.

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