no meio de tantas letras, acabo sempre por juntar aquelas que só falam de ti. começo a tornar-me repetitiva. talvez até obsessiva. a minha esperança está cada vez mais extinta. depende somente de ti para que eu volte a ser quem era, basta que tenhas a coragem de dizer a frase que há tanto tempo eu anseio em ouvir. começo a perder a vontade de respirar, de encarar o mundo. eu preciso que me encontres, independentemente do lugar, que me levantes e transmitas a força perdida há demasiado tempo. tens a capacidade que mais ninguém tem, é em ti que todo o meu amor está depositado, és tu que tens em teu poder, a decisão se sofro ou se sou um poço de felicidade. queria viver e partilhar o meu dia-a-dia contigo, queria olhar para o espelho e ver o meu sorriso vivo, mas não é possível, porque tu resolveste trocar-me os caminhos, e eu fui direita às trevas, a um sítio horrível, onde talvez seja onde eu deva ficar. talvez não seja minha a culpa, nem tua, talvez seja o destino que não nos quer juntos e tu estás a ser mais fraco do que ele, não lutas para chegar a mim, para sermos um só. eu estava disposta a lutar, a confrontar tudo, simplesmente para te ter comigo. começo a pensar que talvez não mereças nada daquilo que eu faço por ti, não me dás nem por sombras o valor a que tenho direito. é no ar que fica suspensa a resposta à minha pergunta, vale a pena?

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