quarta-feira

já houve a fase que me fizeste chorar, de me fazeres gritar ao mundo o porquê de não me escolheres, aliás, escolher não, é uma palavra fria, digamos, o porquê de não quereres ficar ao meu lado. a altura que eu queria saltar da estante, lembraste? mas agora tudo mudou. agora, se saltar é contigo ou por ti, é junto a ti, com a tua mão bem presa à minha. agora posso gritar mas com um sorriso gigante, e as lágrimas? secaram, uma por uma. os meus olhos agora brilham por outro motivo, tu. por finalmente teres percebido os meus sinais, por teres entendido o meu desespero por não poder partilhar os meus segredos contigo, por não poder passar momentos únicos contigo, por ver a minha vida a andar para trás, a ficar vazia, porque decidiste não fazer parte dela. 
mas isso mudou, drasticamente. deixei de ser só eu a remar contra a corrente, atiraste-te para o mar comigo, agora rumamos os dois, lado a lado. tens uma força incrível sobre mim, um poder que mais ninguém tem. somos como esta rosa, começamos nos espinhos, e eu por não ser cautelosa, piquei-me, inúmeras vezes. finalmente chegámos às pétalas, à textura suave e macia, que me fazem querer ficar. normalmente, as pétalas murcham, ficam fracas e acabam por cair, mas a nossa rosa não, é forte. e eu, vou fazer o impossível para que ela continue intacta. para quê fazer o possível se isso é banal, iria-se tornar numa rosa como as outras, com o vermelho comum.  eu, tu, um nós diferente 

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